terça-feira, 20 de junho de 2017

Funaro acusa Temer e diz ter pago comissões a Geddel e Moreira Franco



Por Folhapress | Fotos: Reprodução // Google
O corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro afirmou à Polícia Federal que o presidente Michel Temer fez "orientação/pedido" para que fossem feitas duas "operações" de liberação de crédito junto ao Fundo de Investimentos do FGTS para duas empresas privadas. Essas operações, segundo Funaro, geraram "comissões expressivas, no montante aproximado de R$ 20 milhões". As declarações de Funaro, prestadas à PF no último dia 14, foram anexadas aos autos da Operação Patmos, que investiga Temer, e tornadas públicas nesta terça-feira (20).
O dinheiro, segundo Funaro, foi destinado "principalmente" à "campanha para Presidência da República no ano de 2014" e à campanha do ex-deputado federal Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo em 2012. Segundo Funaro, ambas as operações "foram por orientação/pedido do presidente Michel Temer". Segundo Funaro, as duas empresas beneficiadas foram a BrVias e a LLX.
Funaro também afirmou ter ouvido do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que havia "conhecimento do presidente Michel Temer a respeito da propina sobre o contrato das plataformas entre a Petrobras Internacional e o grupo Odebrecht".
"Essa informação lhe foi repassada por Cunha", disse Funaro.
MOREIRA FRANCO
Funaro, que está preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, e prestou depoimento na direção-geral da PF, afirmou ainda que pagou uma "comissão" ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência e um dos principais aliados do presidente Michel Temer, Moreira Franco.
"O declarante [Funaro] pagou comissão desta operação a Eduardo Cunha e a Moreira Franco; os pagamentos foram feitos em espécie, não se recordando dos valores neste momento, mas que posteriormente irá apresentá-los", disse Funaro, segundo o termo de depoimento.
No mesmo depoimento, Funaro afirmou também ter pago, em espécie, um total de R$ 20 milhões ao ex-ministro Geddel Vieira Lima por "operações" na Caixa Econômica Federal. Esse dinheiro, segundo o corretor, eram "comissões" por liberações de crédito a empresas do grupo J&F.
Segundo Funaro, foi ele quem apresentou Geddel ao empresário da empresa de carnes JBS Joesley Batista, hoje delator. O peemedebista era então "vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica" e o grupo J&F, holding que controla a JBS, segundo Funaro, "tinha interesse em obter linhas de créditos junto a esta instituição".
"A primeira operação efetuada para a J&F foi a liberação de operação de crédito para a conta empresarial; Após essa [Funaro] fez mais empréstimos e outras operações de crédito para a própria J&F e outras empresas do grupo, como Vigor, Eldorado, Flora e Seara".

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