domingo, 11 de junho de 2017

Feminista não deixa dúvidas: Isaac Newton era um machista opressor

POR UM BRASIL SEM POPULISMO

por bordinburke
NP
Quanto mais objetivos são os princípios e fundamentos que regem uma determinada área da ciência, menos espaço abre-se para contestar seus paradigmas e pouca ou nenhuma oportunidade surge para aqueles que adoram "romper com os padrões tradicionais". Não buscando ampliar, no caso, o escopo de estudo e proporcionar a evolução daquele campo, mas tão somente procurando os holofotes "progressistas", almejando o reconhecimento de uma visão inovadora tão somente pelo fato de ela ser diferente e "inclusiva" (já que certo e errado, melhor ou pior, seriam conceitos por demais tirânicos).
Por tudo isso, seria difícil imaginar a turba politicamente correta invadindo departamentos de Exatas com suas teorias esquizofrênicas estilo apartheid, cuja tática consiste invariavelmente em plotar vítimas e opressores e jogá-los uns contra os outros.
Afirmar, pois, que a gramática de nosso idioma é um "instrumento de manutenção dos privilégios da elite", ou então que a relevância de estudar o impacto em nossa sociedade da Revolução Industrial e das revoluções inglesas seria questionável, são aberrações que não costumam surpreender quem frequenta cursos de Letras ou História. Trata-se, no caso, de ramos do conhecimento humano que admitem o convívio (relativamente) pacífico de teorias deveras distintas, pelo fato mesmo de que boa parte de sua base intelectual não é tão palpável quanto um 2+2=4.
Mas nunca subestime a falta de noção de ridículo daqueles que são capazes de alegar que "há controvérsias" até mesmo em relação à biologia do corpo humano: a pesquisadora de cultura e "estudos do gênero" Whitney Stark publicou um artigo para o periódico Minnesota Review no qual dispara que a produção científica de Isaac Newton  é "opressora" porque ela institui elementos separados com base em diferenças binárias.
Tal estrutura, segundo a moça, seria "hierarquizante e exploratória", e tal sistema seria reproduzido em vários sistemas de classificação da Física, tornando-a "parte do aparato opressor social" observável em discriminações de gênero, xenofobia, e por aí vai.
Só para tentar elucidar o esperneio em forma de trabalho acadêmico: a Física, bem como outros segmentos mais alinhados ao concreto do que ao abstrato, não admite (felizmente) espectros intermediários entre uma coisa e outra. Uma molécula é Oxigênio ou não é Oxigênio; não há como esta partícula figurar em um estágio intermediário entre Oxigênio e Nitrogênio, e variar este estado vez por outra. Os programas de computadores costumam utilizar código binário: 0 ou 1; não há 0,5 ou -1, dependendo do humor da máquina.
Ou seja, esta forma binária e baseada em diferenças absolutas entre elementos rege o funcionamento do universo, para resumir. E justamente aí entra a feminista e sua concepção de que brigar com a realidade objetiva em busca de um "mundo mais justo" faz algum sentido.
Felizmente, ela apresentou uma solução bastante (in)viável para o conflito: "feminismos quânticos" e "inter-seccionamento"  - não adianta gritar, corretor do Word; é isso aí mesmo.
“Direcionando um olhar crítico aos múltiplos e descentralizados movimentos da Física Quântica, bem como desierarquizando  a necessidade de estruturas lineares através do tempo, tor

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