quarta-feira, 7 de junho de 2017

‘Falta o quê? Prenderem Geddel’, reclama assessor de Temer


Auxiliares e aliados do presidente acreditam em ação orquestrada para abalar o peemedebista, que já teve todo seu núcleo duro envolvido em ações

BAHIA.BA
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ex-ministro do Turismo e colega de partido do presidente Michel Temer (PMDB), Henrique Eduardo Alves, preso nesta terça-feira (6) pela Polícia Federal (PF) em desdobramento da Operação Lava Jato, tinha trânsito livre no Palácio do Planalto, conforme assessores.
Reconhecido como uma figura do alto escalão do PMDB e do governo, o ex-presidente da Câmara costumava frequentar o terceiro andar do Planalto para conversar com Temer no gabinete presidencial, e ele não era o único. Assim com Alves, uma boa parte do núcleo duro de Temer já foi citado ou preso pela força-tarefa. “Agora falta o quê? Prenderem o Geddel”, reclamou um assessor à reportagem do site UOL.
Com o cerco fechado no Supremo Tribunal Federal (STF) e com o julgamento da chapa Dilma-Temer em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os aliados do peemedebista acusam o Judiciário de orquestrar as ações. Para interlocutores de Temer, a ação representa mais um cerco aos principais homens de confiança do presidente.
Até o momento, dos mais próximos, já foram citados ou presos por suposto envolvimento em esquema de corrupção José Yunes (ex-assessor especial), Rodrigo Rocha Loures (ex-assessor especial e suplente de Osmar Serraglio), Sandro Mabel (ex-assessor especial), Tadeu Filipelli (ex-assessor especial), Romero Jucá (ex-ministro do Planejamento), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Geddel Vieira Lima (ex-secretário de Governo).

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