quinta-feira, 22 de junho de 2017

Estudos alertam para novos riscos da lama da Samarco e ameaça a Abrolhos


Trata-se da primeira pesquisa técnico-científico com conclusão a respeito dos danos causados à zona marinha, após a tragédia de 2015

BAHIA.BA
Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Foto: Reprodução/ Agência Brasil

Novos estudos científicos realizados por um grupo de especialistas apontam que o monitoramento dos rejeitos de mineração que vazaram com o rompimento da barragem da Samarco, em Minas Gerais, no que é a maior tragédia ambiental do país, precisa de monitoramento.
Como a lama tóxica atingiu a costa do Espírito Santo e o sul da Bahia, a vigilância precisa ser mantida e, mais ainda, aprimorada, por causa do nível de contaminação produzido. Conforme os estudiosos, a massa está concentrada no fundo do mar e segue em direção norte do litoral, o que representa uma forte ameaça à saúde ambiental do banco de Abrolhos, a maior formação de recifes de coral do Atlântico Sul.
O diagnóstico foi feito pelo oceanólogo Adalto Bianchini, da Universidade Federal do Rio Grande (UFRG), Heitor Evangelista, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e Alex Bastos, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Eles apresentaram nesta quarta-feira (21), ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os resultados das três expedições de avaliação dos impactos da lama na região da foz do Rio Doce. Trata-se do primeiro estudo técnico-científico conclusivo a respeito dos danos causados à zona marinha, após a tragédia de Mariana, em 2015.
O ICMBio coordena o comitê interinstitucional criado na época do desastre para acompanhar as medidas de proteção ao meio ambiente e vai repassar os dados aos demais membros do grupo, entre eles Ibama, Agência Nacional de Águas, Anvisa, Instituto Estadual do Meio Ambiente do Espírito Santo, e articular novas ações.
Ao comentar as ameaças que recaem sobre a região de Abrolhos, o grupo confirmou a presença do que chamou de “micropartículas” de ferro nas amostras de água coletadas na região. No entanto, segundo os cientistas, ainda não é possível afirmar “taxativamente” que o arquipélago foi atingido pela contaminação.

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