segunda-feira, 19 de junho de 2017

Estratégia do Planalto é guerra de extermínio contra Janot, Fachin e Joesley


Janot e Fachin se divertem com o plano do Planalto
Carlos Newton
Desde o vazamento da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, o clima no Planalto é de desespero e o chamado “núcleo duro” decidiu abrir uma guerra de extermínio contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot, o ministro-relator da Lava Jato, Edson Fachin, e o grupo empresarial JBS. A estratégia bélica é traçada pelo presidente Michel Temer em conjunto com os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil), com apoio dos ministros Torquato Jardim (Justiça), Raul Jungmann (Defesa) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).
O outro ministro que também participa das reuniões é Antonio Imbassahy, mas não é considerado do núcleo, porque sua missão principal é evitar que o PSDB saia do governo.
CAMPANHAS – Foram desfechadas três campanhas simultâneas, que envolvem notícias plantadas na grande mídia e espalhadas pela internet, através dos blogues e sites ainda simpáticos ao governo. O objetivo é desconstruir Janot, Fachin e Joesley, mesmo que seja necessário liquidar a JBS, o maior grupo empresarial do mundo em proteína animal, que tem o BNDES como um dos principais sócios. No caso de Joesley, o governo já soltou a Receita Federal, a Comissão de Valores Mobiliários e o Congresso (CPI) contra a JBS.
A matéria de capa da IstoÉ, lançada estrategicamente na quarta-feira passada, foi uma das peças de resistência para minar a credibilidade de Janot e Fachin, mas não teve maior repercussão devido à entrevista de Joesley Batista à revista Época, que funcionou como uma resposta à IstoÉ.
NÚCLEO DURO – A nomeação de Torquato Jardim para o ministério da Justiça reforçou o grupo de “advogados de Temer” para enfrentar a crise política, que continua a se agravar.
De fora do governo, o presidente conta o apoio do criminalista Mariz de Oliveira, advogado e amigo, do ministro aposentado Carlos Velloso, ex-presidente do Supremo, e dos atuais ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, todos eles seus amigos pessoais, além do advogado Gustavo Guedes, que defendeu o presidente nos processos do TSE e agora atua no Supremo, onde a decisão é contestada.
VÊM AÍ AS PROVAS – O problema maior da estratégia de defesa do presidente Temer é desconhecer o arsenal bélico dos adversários. O fato é que Janot e Fachin são cautelosos e não exibem todas as suas armas. A denúncia a ser apresentada contra Temer ao Supremo, pedindo a abertura de processo e o afastamento temporário do presidente da República por 120 dias, virá calçada com provas e documentos que o Planalto ainda desconhece, como os recibos de uma empresa offshore, apreendidos pelos agentes federais na casa do coronel Lima Filho, amigo íntimo de Temer.
Além disso, vem aí as delações do doleiro Lúcio Funaro, já em andamento, e do ex-deputado Rocha Loures, que envolvem Michel Temer diretamente. Sem falar na possibilidade de delação de Eduardo Cunha, depois que Joesley Batista cortou a mesada dele.
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