quinta-feira, 22 de junho de 2017

Duque depõe e confirma que Vaccari arrecadava as propinas a mando de Lula


Duque entregou  Lula e Vaccari na bandeja
Ernesto Neves
Veja
O ex-diretor da Petrobras Renato Duque passou por novo interrogatório conduzido pelo juiz Sergio Moro nesta quarta-feira (dia 21). A sessão foi um pedido de sua defesa, sob a alegação que Duque deseja fazer delação premiada. Duque afirmou que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto começou a operar propinas para o partido antes mesmo de assumir o cargo, em 2010. E que comandava o esquema a mando do então presidente Lula.
“Vaccari começou a fazer arrecadação de fundos e dinheiro da Petrobras antes de ser tesoureiro do partido dos trabalhadores. Em 2007, fui chamado a Brasília pelo então ministro Paulo Bernardo. E foi ele que me comunicou que por orientação do presidente Lula o Vaccari seria o encarregado do partido para arrecadação na Petrobras”, disse.
LÉO CONFIRMA – Em depoimento ao juiz Sergio Moro também nesta quarta-feira (dia 21), o presidente da OAS, Léo Pinheiro, afirmou que era sistemática a cobrança de propina de 1% nos contratos da Petrobras. O dinheiro, segundo Pinheiro, era destinado a abastecer os cofres do PT. A audiência tratou do contrato firmado entre a empreiteira e a Petrobras para a construção do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).
“Eu fui apresentado ao senhor Paulo Ferreira em 2007. E ele ia substituir o Delúbio Soares na tesouraria do PT”, disse, acrescentando: “Foi informado que era para ter o pagamento de 1%, conforme era uma regra do PT nos projetos da Petrobras”, disse.
Moro, em seguida, quis saber se o pedido de propina foi feito diretamente a ele. “Ele me procurou informando que teriam esses pagamentos”, confirmou Pinheiro.
FORA DO CARTEL – “Eu sabia que existiam esses pagamentos em outros contratos naquela época. Nós não participávamos do clube, mas queríamos. Isso veio a ocorrer posteriormente”, diz ele, sobre o grupo de empreiteiras que sempre ganhava as licitações da Petrobras.
Adiante, Moro quis saber se o Cenpes foi o único projeto em que Léo Pinheiro pagou propina. “Fizemos parte do consórcio da refinaria da Repar, fizemos parte da refinaria RNEST, que tiveram esses pagamentos”, disse ele, sobre os projetos de Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco.
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