quarta-feira, 21 de junho de 2017

Deputado tucano critica Jorge Portugal por sugerir morte a Temer em artigo



Por Redação BNews
O secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, escreveu um artigo para o jornal A Tarde tratando da situação do presidente Michel Temer (PMDB) e agora se encontra envolto em polêmica. Conforme publicação do site Metro1, o artigo repercutiu negativamente porque o secretário sugere o "assassinato" do mandatário da República como única forma de tirá-lo do poder.
Em seu texto intitulado "Só saio morto", Portugal faz referência a Gavrilo Princip, um estudante anarquista sérvio que matou a tiros o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro. O episódio, na ocasião, contribuiu para a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
"Essa declaração [Só saio morto] do presidente Temer em recente entrevista, negando-se a renunciar, a sair por impedimento e até a ser expurgado pelo TSE (de fato, ocorrido). Só me restou perguntar, em secreto pensamento: cadê o Gavrilo Princip brasileiro? Eta gente deseducada, incapaz de curvar-se a um pedido do seu, digamos, comandante maior? Pois Temer continua aí, vivinho da silva, exibindo dribles monumentais na Constituição, no Judiciário, enfim em todo o povo brasileiro, todos os dias", narra o secretário de Cultura.
O artigo de Portugal, entretanto, foi contestado pelo deputado estadual Carlos Geílson. “Já manifestei meu desejo de ver Michel Temer fora da Presidência da República. Defendo também que o meu partido, o PSDB, entregue os ministérios que ocupa no governo dele se afaste imediatamente. Mas repudio veementemente qualquer incitação de violência, seja a Temer, seja a qualquer outro político ou cidadão brasileiro”, disse o tucano em nota enviada à imprensa.
Geilson disse que acredita que Temer não mais reúne condições morais, éticas e políticas para continuar à frente do governo, tantas são as irregularidades das quais é acusado. No entanto, cita o professor Francisco Foot Hardman, do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, em entrevista ao Estadão que disse: “A intolerância é a antessala da violência e a violência é a negação da política”.

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