domingo, 18 de junho de 2017

Confronto entre Temer e Joesley atinge seu ponto máximo


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Ilustração reproduzida do Blog do Esmael
Pedro do Coutto
O confronto e o conflito entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista atingiram o ponto de tensão máxima neste final de semana, com a entrevista do principal dono da JBS a Diego Escosteguy, para a revista Época que se encontra nas bancas. O empresário acusou frontalmente o presidente da República de formar a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Michel Temer- ressaltou- é o chefe.
A matéria foi destacada também em reportagem de Jailton de Carvalho na edição de O Globo de sábado. O presidente MIchel Temer respondeu no final da tarde também deste sábado através de nota oficial divulgada integralmente pela Globonews e enviada a todas as demais emissoras e jornais do país.
VAI PROCESSAR – Nessa nota oficial o presidente Michel Temer anuncia que processará criminalmente Joesley Batista na segunda-feira. O texto do Palácio do Planalto dirige também críticas à Procuradoria Geral da República e à Justiça pelas vantagens que destinou ao personagem em troca de sua delação premiada. O fato é que a crise política atingiu com isso seu ponto máximo de tensão.
A partir de agora não haverá mais possibilidade de recuo ou de adiamento do desfecho. Na entrevista à Época, Joesley Batista diz que gravou a conversa que teve com MIchel Temer para se resguardar de eventuais pressões que  poderiam se suceder no que se refere a desembolsos financeiros, especialmente para o ex-deputado Eduardo Cunha manter-se em silêncio na prisão em que se encontra.
REFÉM DOS PRESOS – Joesley sustenta que foi transformado em refém de dois presidiários. Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro. Não diz diretamente de quem era refém, mas pela direção do relato só pode ser refém do presidente Michel Temer. Isso porque tal ameaça levou-o a visitar o presidente da República no Palácio Jaburu, ocasião crítica na qual efetuou a gravação que se transformou em pedra de toque da crise que atinge o governo.
O processo penal anunciado por Temer contra Joesley dará margem a um desdobramento da situação. Porque se Joesley confirmar mais uma vez o que disse à Polícia Federal na sexta-feira e a Justiça aceitar as provas que se dispõem a exibir, para o presidente Michel Temer tornar-se-á no ponto final de seu mandato.
Se a Justiça condenar Joesley Batista, nem por isso o residente da República sairá bem do episódio.
SEM ABSOLVIÇÃO – Michel Temer deixou-se, de uma forma ou outra, ser envolvido pela onda de denúncias contra ele. Joesley pode ser condenado, mas isso não significará a absolvição de um governo que se perdeu no rumo da história.
Finalmente, se Joesley não sofrer nenhuma pena o próximo passo político será a instalação urgente de um novo governo no país.
Um governo capaz de resistir à tempestade e que represente o povo brasileiro.
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