sábado, 10 de junho de 2017

Argo será dor de cabeça para Onix e HB20



Rodrigo Mora | A TARDE SP

Novo hatch da Fiat deve tecnologias que rivais já têm, mas reúne predicados para alcançar seu objetivo: virar líder - Foto: Fiat | Divulgação
Novo hatch da Fiat deve tecnologias que rivais já têm, mas reúne predicados para alcançar seu objetivo: virar líder
Fiat | Divulgação
Enquanto os concorrentes não tiram SUVs compactos da cabeça, a Fiat sabiamente investe no segmento historicamente dominado por ela, o de hatches compactos. Com o lançamento do Argo, que desembarca agora nas concessionárias, a marca mostra que há vida fora do planeta dos jipinhos urbanos.
"É a primeira vez em 15 anos que lançamos algo totalmente novo. É um carro fundamental para a Fiat e deve alavancar a marca para outro patamar". A frase de Carlos Eugênio Dutra, diretor de planejamento de produto da Fiat, dá a dimensão do que o novo hatch representa para a montadora.
A pressão sobre seus ombros não será pequena: após algum tempo de vendas, a marca já quer vê-lo entre os líderes do ranking nacional. O objetivo final é tomar do Chevrolet Onix a primeira posição.
O terreno está arado para tanto: o Onix pode ter parte de suas vendas abalada após os resultados de colisão que lhe tacaram nota zero em colisão lateral; há pouco mais de um ano o HB20 não apresenta novidades de apelo e o lançamento do novo Gol ainda demora. Sandero, Ka e Etios correm por fora, sem chances de subir no pódio.
Há também o mérito próprio: na busca pela liderança, há a seu favor mais predicados do que obstáculos.
Evolução x revolução
Quem já dirigiu ou teve um Punto pode ter uma ideia do que é o Argo em termos de dirigibilidade e ergonomia. O novo hatch herda 20% do antigo compacto premium da marca – os outros 80% são exclusivos do Argo. Isso significa que sua posição de guiar é mais baixa em relação à do Palio – quem gosta de guiar em posição mais elevada tem uma boa amplitude do ajuste de altura do banco.
Ponto alto é o volante multifuncional, certamente o melhor da categoria quando a referência é a quantidade de controles à mão. Além daqueles na frente da peça, o motorista conta com botões atrás do volante, responsáveis por comandar o sistema de som.

O painel de instrumentos amplo e de fácil leitura também é um atrativo, enquanto a central multimídia tornará as dos concorrentes discretas – o visual é chamativo, a operação é fácil e o fato de "brotar" do painel (como nos Audi, Mercedes e BMW) dá certo status à cabine.

Como na concorrência, materiais plásticos dominam o interior, mas sem rebarbas ou encaixes malfeitos. O espaço também agradou, tanto na frente quanto para quem viaja atrás. O porta-malas comporta 300 litros.
Contudo, o Argo perde a chance de ser implacável com os rivais ao não oferecer motores turbinados (sobretudo nas versões mais caras, que poderiam aposentar de vez o cansado eTorq 1.8) e um câmbio de seis marchas manual – este um recurso até simples, e presente justamente nos principais concorrentes, Onix e HB20.

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