quinta-feira, 8 de junho de 2017

Ansiedade e estresse podem ser regulados com a alimentação


Existe alimentos que potencializam e amenisam a ansiedade; confira

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Jolivi, site parceiro da Tribuna da Bahia Online
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Pixabay/Creative Commons
A ansiedade tem tratamento, existem alimentos que podem diminuir os sintomas
Quantas vezes o teu corpo te manda uma mensagem de que é preciso parar um pouquinho e este sinal, seja por pressa e em nome de outros compromissos, é negligenciado, silenciado, ocultado por completo?
O neurologista Dr. Ricardo Leme já alertou que há, no mundo contemporâneo, um novo sentido de urgência e uma relação com o tempo que contribui para agravar as doenças e torna-las crônicas.
Segundo ele, isso ocorre porque, além de um padrão alimentar questionável e uma dificuldade imensa de fazer exercícios físicos, também ficamos surdos na hora de escutar os sinais do nosso corpo. Em quantidade exagerada, a ansiedade faz o nosso organismo andar fora do ritmo, sem ordem e muito mais lento.
Não seria exagero dizer que todos os órgãos são afetados por este mecanismo, já considerado o grande mal da vida moderna. Antes de te oferecer um guia importante de quais ingredientes alimentícios investir, e quais excluir da sua dieta diária, vou mostrar como funciona um corpo estressado com relação à comida.

Alimentação

É bastante provável que você se alimente de muitos produtos alimentícios no lugar de comida de verdade.
Estes alimentos processados, embalados e ensacados, são ricos em sódio, açúcar, e substâncias que provocam 2 efeitos principais no corpo.
O primeiro é chamado oxidação, que é parecido com a ferrugem, deixando as células “duras” e com pouca mobilidade para eliminar as sujeiras que não te fazem bem.
O segundo é chamado de glicação, que promove uma espécie de “caramelização” das células do corpo, deixando-as lentas, pesadas e também ineficientes.

Gordura armazenada

A oferta sem qualidade de nutrientes para o corpo e o exagero de açúcar fazem com que o pâncreas seja sempre estimulado a produzir um hormônio chamado insulina. O trabalho da insulina é levar o açúcar para dentro das células e assim produzir energia. Com o excesso de carboidratos, a insulina não dá conta de fazer este trabalho. Com isso, todo o açúcar é estocado em forma de gordura.
O pâncreas também vai ficando cansado, parando de produzir insulina, dando início ao diabetes.
O intestino também é comprometido porque, com este padrão alimentar, as fezes ficam endurecidas, não são eliminadas com facilidade e o corpo armazena várias toxinas.
O cérebro fica com mais dificuldade de concentração.
A oxigenação do organismo é comprometida, e os pulmões também são mais exigidos. A respiração fica ofegante.
O coração fica sem a elasticidade necessária para a dilatação e contração, batendo fora do ritmo. A escola de samba começa a descompassar.
No corpo como um todo, a produção de hormônios relacionados ao bem-estar – no caso, a serotonina e a dopamina – é praticamente paralisada. O corpo entende que este estado de “vigília” é porque estamos em constante perigo.
Para sobreviver a estas condições, o cérebro manda uma mensagem para as glândulas suprarrenais, localizadas perto dos rins, ordenando a produção do cortisol – também chamado de hormônio do estresse. O cortisol é a substância que nos impulsiona a sair da cama e a resolver problemas. Mas, em excesso, ele nos deixa confusos e com o pavio curto, a ponto de estourar. O ciclo vicioso é instalado. Mais outra bola de neve.
Pronto, agora você já entendeu os efeitos da ansiedade (e também do estresse) no organismo. E com a influência da alimentação aí, na sua cara, não dá para pensar em comida da mesma forma.
É preciso tomar decisões importantes.

Elimine do cardápio:

– Produtos extremamente açucarados;
– Produtos enlatados;
– Embutidos;
– Café e cafeína (também presente em alguns chás);
– Refrigerantes;
– Sucos industrializados.
 Para isso, separei algumas dicas:
Dica 1 – Faça mais compras em feiras do que em supermercados.
Dica 2 – Coma ao menos 3 frutas por dia.
Dica 3 – Prepare saladas variadas, com cinco cores ao menos, e armazene em pequenos potes de vidros na geladeira. São ótimas para refeições rápidas.
Dica 4 – Deixe um mix de grãos (castanhas, amêndoas, chia e linhaça) – sem sal – em pequenos sacos plásticos grampeados e leve para os lanches entre as refeições.
Dica 5 – Pare de usar caldos prontos para o cozimento. Eles são uma bomba de sódio, e não agregam mais sabor à comida.

Inclua no cardápio

1) Carboidratos, que demoram mais para serem processados. Cito aqui a batata doce, abóbora, mandioquinha, inhame e o aipim (mandioca). Duas vezes por semana, substitua o arroz de todo dia por estes acompanhamentos.
2) Invista em alimentos que equalizam o cortisol, em especial os ricos em fenilalanina, sendo eles couve manteiga, agrião, alcachofra, carne de frango (não processada) e ovos.
3) Aposte nas comidas fontes de triptofano e vitamina B3, aminoácidos que facilitam a produção de serotonina, sendo eles: leguminosas (feijão, lentilha, soja), nozes, cacau, cereais integrais – aveia e arroz integral são as melhores indicações – além dos peixes e sementes de abóbora.
4) Não esqueça dos alimentos que fortalecem a flora intestinal. Os probióticos e os prebióticos. Os probióticos estão presentes em alimentos como vegetais fermentados, natto e missô (estes últimos, alimentos resultantes do grão ou da posta de soja fermentada). Já os prebióticos – também chamados de fibras não digeríveis como fruto oligossacarídeo e inulina – estão presentes em alimentos de origem vegetal como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo e mel.

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