terça-feira, 6 de junho de 2017

Aécio não achava que ação iria até o fim


Processo que foi aberto no TSE logo após a eleição de 2014, seria só "um negócio aí para encher o saco" do PT, mas saiu do controle do Tucano

BAHIA.BA
Foto: Divulgação
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A ação contra a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode cassar o mandato do presidente ainda este mês, começou como “um negócio aí para encher o saco” do PT. Foi o que disse o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) para o dono da JBS, Joesley Batista, em conversa informal grampeada pelo delator no dia 24 de março, durante um encontro em São Paulo.
Foi o parlamentar mineiro quem assinou, na condição de então presidente do PSDB, cargo do qual também foi afastado, o pedido de cassação da chapa impetrado na Corte eleitoral pouco após o resultado do pleito em 2014. Na conversa, ele diz a Joesley que não esperava que o processo fosse tão  longe: “É uma coisa que não achei que ia até o fim”. Depois, complementa: “A Dilma caiu e a ação continuou”.
No mesmo diálogo, o tucano conta que Temer, depois que assumiu a República, após o impeachment de Dilma Rousseff (PSDB), pediu a retirada da ação e que ele não tinha problemas em fazer, mas não pôde mais. “O [Rodrigo] Janot assume a ação, o Ministério Público assume essa merda”, contou o senador.
Apesar dos sucessivos escândalos, o PSDB ainda não sinalizou a saída do governo Temer, mas a possibilidade continua sob o campo de visão do atual presidente da sigla, o senador Tasso Jereissati.

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