sábado, 13 de maio de 2017

Renault que remodelar a Fórmula 1 com o futurista Vision RS 2027


A Fórmula 1 é a categoria do automobilismo mais popular do mundo e disputada desde 1950. De lá para cá, muita água passou por debaixo da ponte do “circo”. Garagens e oficinas deram lugar a laboratórios, túneis de vento e softwares que são capazes de reproduzir a física tal como ela reage na realidade. Daí, das “baratas” de Juan Manuel Fangio ao Ferrari que até a manhã deste domingo contribuiu para que Sebastian Vettel mantivesse a liderança da temporada, registrou-se uma evolução absurda. Mas a Renault acredita que pode ir além.
E comprova sua tese com o Vision RS 2027, que vislumbra como será o monoposto da Fórmula 1 daqui a 10 anos. O carro foi desenvolvido para oferecer mais segurança, melhor performance e eficiência.
O RS 2027 utiliza uma estrutura de grande resistência e materiais leves como titânio e fibra de carbono. O peso seco (sem combustível e demais fluidos) é de 600 quilos. Atualmente um carro da categoria pesa aproximadamente 730 quilos.
Motor
Em 2027 a Renault acredita que os motores a combustão terão sido abolidos da F1. Sendo assim, o bólido do futuro utilizará unidade elétrica de aproximadamente 1.360 cv, que daria uma relação peso potência de 2 cv por quilo. Atualmente estima-se que o motor turbo V6 1.6 dos monopostos desenvolvam cerca de 900 cv, para deslocar mais de 700 quilos. Ou seja, o carro do futuro promete ser bem mais rápido.
O Vision RS 2027 ainda conta com uma asa de aerodinâmica ativa, que pode se recolher totalmente ou se elevar e ajustar para obter o arrasto desejado.
A Renault quer que seu carro também ofereça mais segurança para o piloto. Para isso, o modelo conta com uma bolha, semelhante à cobertura de um avião de caça, que protegeria o piloto de ser atingido por detritos como aconteceu no incidente em que um fragmento do carro de Rubens Barrichello atingiu o capacete de Felipe Massa, em 2009.
O RS 2027 também terá um santo-antônio de titânio que se eleva em fração de segundo em caso de capotamento, além de um sistema de condução autônoma quando acidente é detectado na pista.
A telemetria também foi apurada e conta com um sistema de comunicação entre todos os carros. Assim, como num videogame, cada piloto sabe onde está seu companheiro na pista e evita situações como bandeira azul (quando um retardatário deve dar passagem para os carros que estão disputando posição).
É bem verdade que toda essa evolução tiraria um pouco do romantismo da Fórmula 1, sem o ronco dos motores e uma série de sistemas que tolhem a voracidade na pista. Mas sejamos sinceros. Há mais de 20 anos que o romantismo da F1 foi embora e nunca mais voltou!

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