sábado, 13 de maio de 2017

Mobi três cilindros com caixa manual é a melhor opção do popular italiano


A pouco mais de um mês, o leitor do HD Auto conferiu o teste do Fiat Mobi Drive GSR, equipado com caixa automatizada e motor três cilindros Firefly. Agora, trazemos a versão Drive, dotada de caixa manual. Trata-se da versão mais equilibrada do popular de Betim, pois se posiciona no centro da tabela de preços da linha e oferece desempenho infinitamente superior ao dos companheiros que ainda são equipados como defasado motor Fire EVO.
O Mobi Drive parte de R$ 40.650, num pacote que inclui ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo com tela de LCD e vidros dianteiros elétricos.
Comparado com o Mobi Like (que oferece itens de série semelhante e a mesma caixa de marchas), o Drive custa cerca de R$ 1.500 mais caro. Mas sinceramente, é uma ninharia em termos de ganho de eficiência e desempenho.
Além disso, a versão Like On não conta com direção elétrica. Sua bomba é mecânica, e contribui para o aumento de consumo e rouba força do motor. Só o ganho da assistência elétrica já vale os “mil e quinas” a mais.
Quando testamos o Drive GSR, a percepção do ganho de eficiência do motor três cilindros de 77 cv contra o veterano Fire EVO era nítida. No entanto, a caixa automatizada não permitia diferenciar o comportamento em relação às versões com conjunto mecânico antigo e administrar as trocas de marcha.
Com caixa manual a sensação que se tem é que o Mobi ficou bem mais esperto, o carrinho ganha velocidade com facilidade e tem retomadas rápidas. Claro que a caixa de cinco marchas ainda peca pelos engates precisos e folgas na grelha do trambulador. Nesse ponto é impossível não ter inveja da caixa justinha do VW Up.
No bolso
O consumo impressionou. Em nossos testes, no misto entre vias urbanas e rodoviárias, o carrinho registrou um consumo de 13,1 km/l com álcool. Ainda está longe dos 13,7 km/l aferidos pelo Inmetro, mas é superior ao Mobi Like (que avaliamos na edição de 6 de agosto de 2016).
Na época ele registrou 13,2 km/l, mas com uso apenas de gasolina. Considerando que ele oferece a mesma eficiência com um combustível 30% mais barato, não há dúvidas que o Drive é uma opção bem mais inteligente que o Like.
Raio-x Fiat Mobi Drive 1.0

O que é?
Hatch sub-compacto, quatro portas e cinco lugares.

Onde é feito?
Fabricado na unidade da FCA em Betim.

Quanto custa?
Entrada - R$ 40.650
Testado - R$ 45.900
Completo - R$ 47.360

Com quem concorre?
Diretamente com o Volkswagen Up I-Motion (R$ 48.365), no segmento de sub-compactos.

No dia a dia
O Mobi é um automóvel citadino por formação. Seus 3,55 metros de comprimento fazem dele um carrinho esperto no transito e fácil de encontrar estacionar. No entanto, suas proporções diminutas não o tornam um exemplo de conforto para quem viaja no banco traseiro. Na verdade, quem vai atrás sofre com a falta de espaço.
Mas o que se pode fazer, são apenas 2,30 metros de entre-eixos, e os reduzidos 235 litros do porta-malas não permitem muita bagagem. Infelizmente, por R$ 40 mil, o consumidor não vai encontrar nada com melhor oferta de espaço, nem mesmo o Uno, que inicia em R$ 43 mil.
Apesar de o pacote de série contar itens como ar-condicionado, direção elétrica e vidros eletricos dianteiros, para ouvir uma musiquinha é preciso gastar pelo menos R$ 1.480 no kit Connect (radio/MP3/USB e Bluetooth) ou R$ 1.630 no módulo Live On em que o smartphone se torna a central multimídia do carro.
Falar mal do acabamento do Mobi é chover no molhado, pois a montagem é falha, os materiais são pobre e o isolamento acústico é péssimo e não impede que ruídos externos invadam a cabine.

Motor e transmissão
O novato Firefly 1.0 (três cilindros )de 77 cv e 10,9 mkgf de torque oferece comportamento exemplar. A caixa manual de cinco marchas está longe de ser uma referência, seus engates imprecisos incomodam, mas casa bem com o motor, oferecendo um comportamento bem ágil.
Como bebe?
Abastecido com álcool, a unidade testada registrou média de 13,1 km/l no combinado entre trajeto urbano e rodoviário.
Suspensão e freios
Ajustada para absorver a buraqueira das vias brasileiras, a suspensão é firme, mas transmite muita vibração para a cabine. Por outro lado, oferece boa estabilidade nas curvas. Já o conjunto de freios com disco (frente) e tambor (atrás) seguem o padrão “popular”, mas dão conta dos 945 quilos do carrinho.
Pontos positivos
- Consumo
- Desempenho
Pontos negativos
- Espaço interno
- Acabamento pobre
- Isolamento acústico

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