quinta-feira, 18 de maio de 2017

Debandada: partidos aguardam divulgação de gravações para tomar decisão



Por Luiz Fernando Lima
O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou categoricamente em pronunciamento oficial que não vai renunciar. Após as declarações, os partidos da base entraram em compasso de espera para tomar decisões.
Representantes do PSDB, DEM, PPS, PR, PSD e PP  que foram ouvidos pela reportagem do BNews, reconheceram o cenário de difícil sustentação do presidente, mas afirmaram não haver consenso nas direções nacionais.
O PSD tem dois ministros do partido: Gilberto Kassab de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Henrique Meirelles, que não é um quadro tido como orgânico. Até o momento não houve reunião de cúpula para decidir se Kassab entregará o cargo.
O que se sabe sobre o PSD é que os cinco senadores se reuniram e decidiram votar favorável ao impeachment de Temer, caso um processo seja aberto.
O PP com seus dois ministros, Blairo Maggi, na Agricultura e Ricardo Barros na Saúde, também não definiu o rumo. 
Embora tenha sido divulgado desde a manhã desta quinta-feira (18), o pedido de demissão de Bruno Araújo, das Cidades, ainda não foi oficializada sua saída. Há, conforme apurou a reportagem do BNews, uma vontade do ministro, contudo, os tucanos estão rachados e aguardam a divulgação dos áudios para avaliar a gravidade do problema.
As bancadas da Câmara e Senado do PSB querem a saída do ministro Fernando Coelho (Minas e Energia). O PRB ainda não se pronunciou. O presidente do partido Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, também não se pronunciou.
Sarney Filho (PV), do ministério do Meio Ambiente, permanece no cargo por ora. No PR, deputados baianos ouvidos pela reportagem também disseram que aguardam os áudios para decidir. Os republicanos têm o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, como representante no primeiro escalão.

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