domingo, 14 de maio de 2017

Alerta: governo Temer negocia manter o imposto sindical


Todo trabalhador, independente de ser sindicalizado ou não, paga o imposto sindical obrigatório. O confisco, que deve ser eliminado com a aprovação da reforma trabalhista, está longe de ser a única fonte de teta pública dos sindicatos e centrais sindicais. Muitos mantêm convênios com governos e recebem vultosos repasses que não se justificam em critérios técnicos, apenas em conchavos políticos.
A Folha informa que o senador Romero Jucá (PMDB), líder do governo no Senado, está negociando com sindicalistas a volta do imposto sindical, após a aprovação da reforma, por meio de Medida Provisória.
Diz a Folha: ‘O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse a sindicalistas nesta terça (9) que o presidente Michel Temer está disposto a editar medida provisória para “consertar” o fim do imposto sindical.’
Em 2008, o Congresso aprovou que o TCU deveria fiscalizar os repasses feitos para os sindicatos. Lula (PT), claro, vetou. O senador Romero Jucá e o governo Temer deveriam estar preocupados em aprovar novamente a fiscalização e a transparência dos repasses que serão mantidos por conta dos trabalhadores que irão continuar contribuindo.
O governo vai preparar uma campanha de conscientização para alertar sobre o caráter opcional do imposto após o fim da obrigatoriedade?
O MTST, uma verdadeira empreiteira que movimenta milhões (saiba mais aqui), correu o risco de perder repasses do governo federal no início do governo Temer. Tão logo tinha assumido a nova gestão, foi comunicado que o ‘Minha Casa, Minha Vida – Entidades’ teria os repasses congelados. O MTST gritou e o governo covarde cedeu. Vai ceder com os sindicatos também?
O governo Temer é o que é: desqualificado, burro e cheio de conchavos e acordos com gente que já mostrou que ladra, mas não morde.

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