MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 9 de agosto de 2015

Reconhecimento que dura uma vida inteira


Ter o nome do pai na na certidão de nascimento não é só registrar uma informação em um documento, mas resgatar a história de vida de uma pessoa
JORNAL O HOJE - GO


Jéssica Torres
De acordo com dados do Censo Escolar 2012, cerca de 5,5 milhões de crianças em todo país não têm em suas certidões de nascimento o nome do pai. Em Goiás, este número é de aproximadamente 160 mil. Em vista destes números, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trabalha no projeto "Pai Presente", para que os filhos se aproximem de seus pais e tenham o nome do pai registrado em sua certidão de nascimento. O programa chegou ao Estado em 2012 e até agora 5 mil pessoas tiveram o reconhecimento de paternidade.
Para o juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça de Goiás (CGJGO), Ronnie Paes Sandre, o reconhecimento de paternidade promove a cidadania. Quanto ao programa, segundo o magistrado, auxilia um vínculo familiar importante. “Nosso objetivo, no primeiro momento, é colocar o nome do pai no registro de nascimento. No segundo momento, fazer a ligação familiar no sentido de poder efetivamente conhecer o pai e ter com ele vínculos de afetividade. No terceiro momento, gerar e propiciar a possibilidade desse filho ser provido financeiramente também por esse pai”, explica.
O programa “Pai Presente” atende também reeducandos, explica o juiz Eduardo Perez de Oliveira. “Os reeducandos fazem parte desta estatística. O objetivo é unir pai e filho de forma espontânea. Criar laços. Se o suposto pai tiver dúvida da paternidade, pode fazer o exame de DNA de forma igualmente gratuita”, pontua.
A dona de casa Bruna Ferreira de Jesus levou a filha, Ana Clara, de um mês, à audiência de reconhecimento para conhecer o pai. “Fiquei sabendo do programa na maternidade. Entrei em contato, a gestora do programa me ligou e marcou o reconhecimento. Acho necessário esse tipo de programa para atender a população”, afirma.
Para a psicóloga Simone Moraes, muitas vezes, o homem pensa que não desejou ter o filho e a partir daí, passa a achar que aquela criança não terá seu nome. “Alguns homens tem o receio de reconhecer a criança. Mas este é um vínculo fundamental na vida das pessoas, tanto para o pai e principalmente para o filho para além de mero registro, criem um laço afetivo constituídos pelo cotidiano e relacionamento de carinho”, ressalta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário