MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 9 de agosto de 2015

ELEIÇÕES:PERIGO À VISTA





O raciocínio aqui desenvolvido se resume em que na mesma medida  com a qual  o Regime Militar de 64 a 85 passou a ser considerado por muitos como melhorou ,no mínimo, “menos ruim”, que os governos do  PT, iniciados em 2003,e que se mantém  até hoje,tudo indica que teremos  pela  frente  um futuro  pior ainda, se prosperar qualquer das alternativas em cogitação hoje pelos políticos.
A Presidente Dilma Rousseff hoje vai aos jornais e aos “berros” diz que seu mandato está legitimado pela “democracia”. Mas quem tiver o cuidado de estudar essa “coisa” que ela chama de democracia concluirá que, na verdade ,se trata  da OCLOCRACIA, conhecida desde o historiador e geógrafo Polibio, na Antiga Grécia, que é a forma degenerada de democracia, praticada  por uma população que nunca soube o que é democracia de verdade, pela massa inculta,ingênua,ignara ,interesseira ,e que se vende por um mísero prato de comidaem proveito da patifaria política. Assim a democracia de “Pindorama” só tem forma de democracia ,mas dela  nenhuma  essência, substância, conteúdo.
Se antigamente as tiranias eram implantas pela força das armas e dos exércitos, hoje os métodos sofisticaram. Não se derrama mais sangue. Nem é preciso. Tudo acontece dentro das leis. E se as leis não permitem,”eles” fazem outras que passam a permitir. Até “remendam” a constituição,onde e quandolhes interessa, que já é  uma colcha de retalhos  para ninguém botar defeito, de tantas “emendas”. Em certas ocasiões chamam o povo, com o qual jogam livremente, para “decidir” nas urnas. Mas na verdade ésó para homologar o que “eles”querem.  Bem sabem esses espertos como é fácil dirigir a cabeça do povo. São múltiplas as técnicas. Funcionam como “lavagem cerebral”.
Em vista da insustentabilidade do governo federal instalado em janeiro desse ano, devido àmaior corrupção governamental de todos  os tempos,  praticada mais fortemente nos governos do PT ,estabeleceu-se a necessidade  de destituição da  Presidente da República. A “corporação” política com mandatos no Congresso, bem como seus partidos políticos de sustentação, viram-senum beco sem saída.  Foramforçados a achar uma fórmulaqualquerpara contornar esse problema, colocando em risco as suas próprias cabeças, caso a opção seja   pela permanênciada Presidente.Devem ter colocado na balança a seguintequestão : “ou ela,ou nós todos !!!“. Trata-se,por conseguinte, do desafio de buscaremmecanismos de defesa pela própria sobrevivência política.E a corporação política é mais forte que a pessoa da Presidente Dilma. Deve vencer.
As “costuras” que os políticos provavelmente estão fazendo a esta altura dos acontecimentos ,por mais malabarismos que tenham, devem se ater aos limites da Constituição, vigente ou “remendada” através de alguma Emenda Constitucional(PEC) a ser feita “às pressas”, que será, provavelmente, a saída que “eles” terão.
No regime constitucional vigente, no eventual impeachment ou vacância na Presidência daRepública,deve assumir o “vice”. Novas eleições só iriam ocorrer no caso de impeachment ou vacância conjunta dapresidência e vice,se isso acontecesse nos dois primeiros anos de mandato. Nos dois últimos, a eleição deveria ser feitadiretamente pelo próprio Congresso Nacional.
Então tudo indica que a Presidente e seu Vice serão levados ao “sacrifício”, forçados por qualquer meio à renúncia dos seus mandatos. Mas a esta altura dosacontecimentos , é mais provável  que as “chapas” para a nova disputa já estejam prontas. O “arranjo”já estaria feito na “democracia” interna do meio político. Seria praticada uma eleição aos “atropelos” do curto prazo constitucional
As novas eleições seriam realizadasno prazo de 60 dias.
Mas estariam os eleitores brasileiros devidamente preparadosa fazer essa  nova escolha ,às pressas”,pelo melhor?
Não creio, apesar do título eleitoral que eles têm à mão.Essas carteirinhas não registram nada do que tem ou não no interior da cabeça do eleitor. Se em tempos normais essa “democracia” já é um desastre, o que não dizerquando tudo acontece  em caráter de urgência?  Em 60 dias? É mais provável que com a escolha que for feita ,nesse pervertido método,tenhamos que conviver com novo “lixo” político,egresso dessa democracia deturpada. Parece que seria a vez do “lixo” da oposição de hoje, que certamente seria “reforçada” por grupos que abandonariam o barco do governo, como muitos do PMDB, que na sua história de “migrações” sempre optou por estar ao lado e mamando nas “tetas” dosgovernos. Qualquer “porcaria” que fosseescolhida pelos políticos dominantes seria transformada em  esperança, e logo em seguida em presidente, ”homologado” nas urnas e diplomado pela Justiça Eleitoral.
Dentro do capitalismo, as candidaturas da sua “democracia” são vendidas com as mesmas características que qualquer outro produto do mercado. As esquerdas locais praticam essas técnicas “capitalistas” com inigualável maestria, através dos chamados “marqueteiros”. Que esquerda de “merda” éesta,então ?  Como acreditar numa “esquerda” que superou a “direita” na capacidade de enganar e roubar? Que desviou dos cofres públicostantos bilhões que os da direita de ontem   devem estar hoje envergonhados e sentindo-se meros punguistas? Batedores de carteira?
O que deve ficar muito claro é que qualquer “saída” que for dada pelo meio político para contornar a grave situação hoje vivida no país, não servirá. Nem importa qual o lado que passaria a comandar o país. Nesse “esgoto” todos os ladossão igualmente fétidos e estão igualmente contaminados.
O que fazer, pois?
Restariam duas alternativas. Uma seria o povo tentar afastar toda a classe política na “porrada”. Mas fala-se do verdadeiropovo, e nunca dos impostores que se passam por povoe que só agitam  e depredam tudo nas manifestações  de rua. Fala-sedo povo que não gosta de violência ,nem tem armas. Mas esta saída tem que ser descartada de plano. Parece inviável. Se o povo assim agisse, diretamenteatravés da força que tem, e que se resume nos músculos, pedras e paus, a “Comandante em Chefe das Forças Armadas” certamente  mandaria  seuexército reagir à bala. O povodesarmado não teria qualquer chance.
A única outra saída, então,fora do meio político, seria a INTERVENÇÃO INSTITUINTE DO POVO, em parceria com as Forças Armadas, queserviriam , nesta ocasião, de mero “instrumento” da SOBERANIA POPULAR, conforme  previsão do artigo 142 da Constituição Federal . Essa alternativa também deveriaser estudada a fundo no meio militar, uma vez que a rejeição à ideia lá dentro é forte, talvez provocado pelos “dissabores” ,em boa parte injustos, herdados de 64. Mas essa INTERVENÇÃO teria que ter como únicos objetivos(1) fazer uma limpeza geral nos Três Poderes, eliminando-se para sempre da  vida política os malfeitores da sociedade que  e já são e ainda serão  conhecidos e  ;(2) preparar o terreno para novas eleições  num prazo razoável, porém condicionando a  nova capacidade  eleitoral de votar a um mínimo de requisitos  que não poderiam continuar sendo os  atuais, que é o mesmo que nada,mas que  têm força suficiente para transformar o ideal da democracia na sua contrária, aoclocracia, que pode provocar efeitos  mais danosos à sociedade que qualquer ditadura, tirania ou oligarquia.
Sérgio Alves de Oliveira
Advogado e Sociólogo

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