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PASSAGEM AÉREA

domingo, 9 de junho de 2013

Quais as chances de ter gêmeos três vezes?


Caso britânico despertou curiosidade; veja como essas probabilidades mudam de acordo com a mulher e até com o país.

Da BBC

A mãe Karen Roger com o marido e os seis filhos gêmeos (Foto: BBC)A professora de dança britânica Karen Rodger com o marido e os seis filhos gêmeos (Foto: BBC)
A britânica Karen Rodger, de 41 anos, teve no mês passado dois filhos gêmeos não idênticos – já tendo dois pares de gêmeos em casa.
Médicos dizem que a probabilidade de isso acontecer é de 1 em 500 mil. Mas o quão precisa é essa conta?
Pouca, na verdade. As taxas de nascimentos de gêmeos variam ao redor do mundo. No Brasil, a incidência é de 8,8 a cada mil partos, segundo um artigo publicado na revista científica "PLOS One".
Na Grã-Bretanha, onde ocorreu o caso de Rodger, essa taxa é de uma para cada 112 gestações. Isso se não incluirmos os bebês nascidos por fertilização in vitro, processo em que as chances de múltiplos aumentam.
Então, na teoria, as chances de ter dois casais de gêmeos seria de 112 multiplicado por 112, que é de cerca de uma a cada 12,5 mil gestações. A chance de ter três casais de gêmeos, como Rodgers, é ainda menor: 112 elevado ao cubo, ou 1,4 milhão para um.
Mas a conta não é tão simples assim, já que gêmeos não idênticos vêm agrupados.
Chances aumentam
Tirar o número seis em um jogo de dados não significa que você tirará outro da próxima vez, mas ter um casal de gêmeos não idênticos torna mais provável a vinda de outros.
"Estudos mostram que uma mulher que tem gêmeos não idênticos apresenta quatro vezes mais chance de tê-los novamente numa próxima gravidez, em relação a uma mulher sem gêmeos", diz Jane Denton, diretora da fundação Multiple Births.
Sendo assim, para uma mulher mãe de gêmeos não idênticos, a chance de ter outro casal não é de uma em 112, mas de uma em 28 – portanto, muito maior.
Nesse caso, a probabilidade de ter três casais de gêmeos não é realmente uma em 500 mil, mas uma em 112 x 28 x 28 – que dá cerca de 88 mil.
Altas e baixas
Os gêmeos idênticos são mais incomuns, e as taxas também variam ao redor do mundo.
Na Grã-Bretanha, excluindo-se gestações por fertilização in vitro, isso ocorre em um a cada 227 casos. Na teoria, a chance de ter três casais gêmeos é de uma em 11,7 milhões.
Mas no Vietnã, por exemplo, há 6,2 gêmeos a cada mil partos; e nos EUA, cinco vezes mais: 33,2 a cada mil nascimentos.
Não se sabe ao certo o motivo, mas estudos mostram que, em mulheres altas (com mais de 1,64 m), a chance relativa de ter gêmeos é até duas vezes maior que em mulheres baixas (menores de 1,55 m).
Mães de gêmeos também têm um índice de massa corporal (IMC) mais alto em comparação às demais mães. Um IMC inferior a 20 é associado a uma menor probabilidade de ter gêmeos, enquanto um IMC de 30 ou mais é associado a uma maior probabilidade.
Também há indícios de que as chances de ter gêmeos aumentem quanto mais tarde as mulheres tiverem filhos, por conta das mudanças hormonais.
Em diversos países, estudos mostram que variações sazonais influenciam a incidência de gêmeos não idênticos – há taxas mais altas de concepção durante o verão e o outono. Uma teoria é de que a duração do dia (maior no verão) pode influenciar concentrações hormonais e, por consequência, a fertilidade e a ovulação múltipla.
Outro estudo, do Instituto de Genética de Helsinque, na Finlândia, sugere também que mudanças na alimentação durante as diferentes estações também podem contribuir para isso.

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