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PASSAGEM AÉREA

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mulher morre à espera de atendimento no Huoc, no Recife


Corpo de Tânia Maria Gomes ainda ficou duas horas dentro do táxi.
Ela tinha câncer de fígado e tinha sido diagnosticada há três meses.

Do G1 PE

Tânia Maria Gomes tinha câncer no fígado (Foto: Kety Marinho / Globo Nordeste)Tânia Maria Gomes tinha câncer no fígado.
(Foto: Kety Marinho / Globo Nordeste)
Uma paciente do Centro de Oncologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, morreu à espera de atendimento, dentro de um táxi, na manhã desta segunda-feira (12). De acordo com parentes da empregada doméstica Tânia Maria Gomes, de 58 anos, ela faleceu após ficar sem acesso à unidade de saúde durante 20 minutos – não havia médicos nem maqueiros para lavar a paciente para dentro do hospital.

O diagnóstico do câncer de fígado de Tânia foi dado há três meses, quando começou o tratamento no Huoc, que é administrado pela Universidade de Pernambuco (UPE). De acordo com o genro da paciente, Sérgio Paulino, há cerca de 20 dias Tânia tinha voltado para casa no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife. “Quando ela saiu, falaram que assim que ela passasse mal, pelo quadro em que se encontrava, tinha que vir para o hospital direto. E foi o que a gente fez”, contou.

Paciente não foi atendida e morreu, no Recife (Foto: Kety Marinho / Globo Nordeste)Paciente não foi atendida e morreu, no estacionamento.
(Foto: Kety Marinho / Globo Nordeste)
O táxi que trazia Tânia chegou ao Huoc às 6h, de acordo com a família. Depois de 20 minutos de espera, foi verificado pelos parentes que ela havia perdido os sinais vitais. A partir daí, foram quase duas horas até chegar um médico para confirmar a morte e retirar do corpo do táxi. “A gente fica correndo o hospital, fui ao setor de plantão, mas não conseguia médicos. Quando uma médica chegou, ela disse que quem tinha que ver a situação era o médico dela. Só uma médica que estava estacionando o carro veio e confirmou o óbito, às 8h15”, comentou o genro da vítima.

A polícia foi acionada e chegou ao local por volta das 8h20, ajudando nos procedimentos de retirada do corpo, que seguiu para o necrotério do Oswaldo Cruz. “O tempo em que ela estava dentro do hospital, em tratamento, foi bom. Quanto foi no setor de emergência, foi uma tragédia. Foi uma falta de respeito quando ela faleceu. Vamos entrar na Justiça, pela memória dela”, concluiu Sérgio Paulino.

Em nota oficial, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz informou que a direção tomou conhecimento do fato através da imprensa, mas adiantou que vai apurar os fatos com todo rigor para identificar e punir os culpados.

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