Série de vídeos critica uso exaustivo de imagens de Marylin, Einstein e Che.
Dupla de brasileiros defende novas ideias e referências na publicidade.

“Já está mais do que na hora de deixar essas pessoas descansarem em paz, como é prometido a todos que morrem”, afirmou, em entrevista ao G1, Felipe Machado, de 29 anos. Ele contou que a ideia de fazer os vídeos surgiu após constatar com o colega publicitário que, ano após ano, as imagens de Marilyn, Einstein e Che seguem presentes nos anuários internacionais de propaganda, inclusive em campanhas premiadas nos festivais.
A série de vídeos foi publicada no canal pessoal do publicitário no Vimeo, em agosto, acabou se espalhando por blogs de diversos países e já alcançou cerca de 13 mil visualizações. “É quase uma campanha por novas ideias e novas referências. Chega, já desgastou. Está na hora de trocar o disco”, diz Machado.
Vídeo mostra que imagem de Che é usada para vender de carro a celular (Foto: Divulgação)Os três vídeos mostram que o glamour de Marilyn, o humor de Einstein e apelo heroico de Che seguem sendo apropriados para vender produtos e serviços, muitos dos quais os protagonistas desses anúncios jamais reconheceriam em vida.
O vídeo sobre Che, por exemplo, mostra que a imagem do guerrilheiro é usada para vender todo o tipo de produto nas sociedades capitalistas, de carro a celular ou agência de turismo.
“Na pesquisa que fizemos encontramos mais de 70 campanhas associadas a cada um destes ícones. Nos vídeos procuramos selecionar as melhores. Tem coisa mais antiga, da década de 90 e até campanhas veiculadas no último ano, inclusive no Brasil”, diz o publicitário.
Uma das razões para a repetição destas imagens na publicidade é que Marilyn, Einstein e Che são ícones mundiais, com pouca rejeição. Além disso, o uso desses ícones acaba representando também uma solução mais barata para as marcas em termos de diretos autorais.
“São referências que praticamente ninguém desconhece, o que torna mais fácil fazer um anúncio global. De qualquer forma, é preciso que se busque outros ícones no mercado publicitário”, opina Machado, que já pensa em dar continuidade à série com vídeos sobre o uso repetitivo de outros ícones como Charles Chaplin, Mahatma Gandhi e madre Teresa de Calcutá.
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