Produtores reclamam da falta de um frigorífico para o abate dos animais.
Cerca de 168 propriedades investem na criação dos animais, diz Idaron.
Criação de ovinos em Cacoal (Foto: Paula Casagrande/G1)De acordo com o Luiz Camilo Trindade Souza, chefe da Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal (ULSAV) da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), de Cacoal, o clima da região não colabora para a criação.
“Rondônia tem duas estações bem pontuadas, a seca e as chuvas. Na época chuvosa, os animais dão bastante trabalho, o casco deles precisa ser verificado diariamente. Para que se procriem, os ambientes mais secos são os mais indicados”, revela Luiz.
Segundo dados da Idaron, cerca de 168 propriedades trabalham com os animais na região. “Este número ainda se trata de pequenas criações. Como não há a obrigatoriedade de identificação e regularização dos animais junto ao órgão, como acontece com os bovinos, não há um número exato deles”, afirma Luiz.
De acordo com o produtor rural José Carlos de Moura, de 54 anos, que há 10 anos trabalha com ovinos, o gasto com os animais é mínimo. “Ficam soltos no pasto. O único gasto é quando adoecem, quando o cuidado tem que ser diário”, explica José.
Para o produtor rural Vander Carlos Ribeiro, de 43 anos, o problema da criação de ovinos em Cacoal é a falta de frigoríficos para abater os animais. “Não á um lugar onde se pode vender o lote fechado, então vendemos para restaurantes e casas de carne, em quantidade menor. Isso está sendo o empecilho para um maior investimento na produção”. Segundo Vander, o preço da carne de ovelha custa entre R$ 10 e R$ 12 o quilo.
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