Animal viveu há 10 mil anos na região no Pleistoceno, diz pesquisador.
Santa Vitória do Palmar é considerado sítio paleontológicos do estado.
Fêmur de uma preguiça gigante ficou preso na rede do pescador (Foto: Guacira dos Santos/Divulgação)De acordo com o diretor do Museu Municipal Coronel Tancredo Fernandes de Mello, o pesquisador Jamil Corrêa Pereira, a preguiça gigante viveu na região durante o período Pleistoceno. Pelas características do fóssil, era de um animal com cerca de seis metros de altura e que pesava cinco toneladas.
Fêmur da preguiça gigante encontrado pesa cercade seis quilos (Foto: Guacira dos Santos/Divulgação)
O fêmur da preguiça gigante veio preso à rede do pescador Oldemar Borges, de 52 anos. O homem, que vive da pesca há 27 anos, disse que o objeto foi achado em um local conhecido como Pontal das Areias, no último sábado (13).
Conhecido na região como Nenê, o pescador conta que, no mesmo local, há cerca de dois anos, um companheiro encontrou outro fóssil, a parte da mandíbula de um mastodonte, que hoje também está exposta no museu. O elefante pré-histórico estava sem os dentes e, por isso, não foi possível fazer uma análise da sua idade, segundo Jamil.
Parte da mandíbula de um mastodonte tambémjá foi encontrada em Santa Vitória do Palmar
(Foto: Guacira dos Santos/Divulgação)
“Já vi muito companheiro achar ossos estranhos e jogar de volta na água. A gente não sabia o que era. Agora vamos prestar mais atenção”, diz Nenê.
O fêmur da preguiça gigante será catalogado e, posteriormente, estudado. Uma equipe deve ir de barco até o local onde o material foi pescado para fazer novas buscas por fósseis, principalmente durante o verão, quando o nível da Lagoa Mirim baixa e facilita o trabalho dos pesquisadores.
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