Lista inclui o prefeito e o vice-prefeito eleitos em Dom Pedro de Alcântara.
Eles são acusados de comprar votos de eleitores de outras cidades.
Vereador colocou placa em frente à sua casa em forma de deboche (Foto: Giovani Grizotti / RBS TV)A denúncia do Ministério Público (MP) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal, em que eleitores de outras cidades admitiram ter transferido o título eleitoral para Dom Pedro de Alcântara em troca de vantagens, como o recebimento de dinheiro e comida. “O Ministério Público narrou mais de 50 fatos contra esses agentes desde corrupção eleitoral passando por transferência ilegal de títulos”, diz o promotor de Justiça Vinicius de Melo Lima.

Interrogada pela Polícia Federal, uma intermediária do esquema confessou participação na suposta fraude. Disse que Adenir Webber era o chefe do esquema de compra de votos e que cada eleitor recebia entre R$ 50 e RS 150 para votar nele para vereador e em Márcio para prefeito. A denúncia da promotoria foi aceita pela Justiça em março deste ano. Mas o processo está parado porque os réus ainda não foram notificados.
“(O problema ocorre) por precaridade de pessoal e em razão do pleito municipal. A gente não tem estrutura para dar vazão normal ao serviço do cartório. Agora, normalizando o serviço, a gente já consegue fazer a citação de grande parte desses réus", afirma o chefe do Cartório Eleitoral de Torres, Marconi Caldeira.
Prefeito eleito da cidade e réu no processo, o candidato Márcio Biasi chegou a ter a candidatura impugnada pela Lei da Ficha Limpa, mas conseguiu concorrer graças a um recurso que ainda depende de confirmação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF).
Já o vice-prefeito eleito Adenir Webber responde a processo pelo esquema que ficou conhecido “farra das diária”, revelado pela RBSTV. Como deboche, um aliado dele, o vereador Gilmar Evaldt, também flagrado na farra, colocou placas em frente à sua casa, lembrando da reportagem do Fantástico e do flagrante em que ambos foram pegos fazendo compras no Paraguai em horário que deveriam estar em um curso.
Os candidatos Marcio Biasi e Adenir Webber negaram as acusações de corrupção eleitoral.
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