Moradores da região da cadeia de Jataí, GO, estão sem sinal desde abril.
Agsep informou que equipamentos serão substituídos por novo sistema.
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Segundo a moradora Kezia Rodrigues Rosa, para receber ou efetuar ligações é preciso contar com a sorte: “Eu tive de comprar outro aparelho porque os outros não pegavam de jeito nenhum. Todo mundo aqui reclama”, diz. “Às vezes a gente quer fazer uma ligação urgente e o telefone fica fora de área, cai a ligação quando a gente começa a falar”, conta a aposentada Maria Rodrigues Rosa.
Para o diretor do presídio, Tiago Vilela, essa foi a solução encontrada para coibir a entrada de aparelhos celulares dentro da unidade.
De acordo com ele os telefones eram utilizados principalmente para a prática crimes. “Com o sinal aberto eles praticavam crimes como o estelionato, extorsão e fomentar o próprio tráfico daqui de dentro”.
Agora, quem entra na unidade com um aparelho tem o sinal cortado. Depois da implantação do sistema os telefones já não são mais encontrados nas revistas, segundo diretor. “Você encontra na verdade desovado nos esgotos e lixos carcaças de celulares porque com o sinal fechado eles não têm mais o porquê de permanecer com os celulares na carceragem”.
A Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep) informou que os bloqueadores de celular do presídio de Jataí devem ser substituídos. A previsão é que até o fim do ano novos equipamentos sejam instalados em todas as unidades do estado. Com o novo sistema que possui tecnologia mais moderna será possível delimitar a área de abrangência do sinal sem prejudicar a vizinhança.
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