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PASSAGEM AÉREA

sábado, 8 de setembro de 2012

Consumidores devem saber onde jogar fora pilhas e baterias


Brasil é um dos países do mundo que mais gera este tipo de descarte.
Ibama divulgou novas orientações para a população.

Do G1 PA

Pilhas e baterias devem ser devolvidas para estabelecimentos comerciais e lojas de assistência técnica. (Foto: Reprodução/TV Liberal)Pilhas e baterias devem ser devolvidas para
estabelecimentos comerciais e centros de
assistência técnica. (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Onde você joga pilhas e baterias que não servem mais? Esse tipo de material comum para garantir o funcionamento de vários aparelhos telefônicos e eletrônicos, geralmente acaba jogado no lixo comum, o que pode causar problemas para o meio ambiente e para a saúde da população. Esta semana, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou novas regras que se referem ao descarte deste tipo de materiais.
As orientações são destinadas à fabricantes, importadores e recicladores, mas atingem toda a população na medida em que orienta como deve acontecer o descarte de pilhas e baterias de celular, por exemplo.
Uma das orientações é de que os produtos devem passar a conter símbolos e um texto indicando onde o consumidor pode jogá-lo fora após o término do uso. São os estabelecimentos comerciais e as redes técnicas especializadas quem recebem os materiais para reciclagem ou descarte adequado.
Produtos agora terão símbolos para indicar que como devem ser descartados (Foto: Reprodução/TV Liberal)Produtos agora terão símbolos para indicar que como devem ser descartados (Foto: Reprodução/TV Liberal)
De acordo com o professor de Química da Universidade Federal do Pará, José Pio, pilhas e baterias possuem em sua composição metais pesados como chumbo, zinco, manganês e cádmio. "O risco ao meio ambiente é colocar uma grande quantidade de materiais que são potencialmente tóxicos em contato com a natureza. Ao jogar pilha e baterias em aterros sanitários sem proteção, o metal vai parar no solo e atinge a cadeira alimentar chegando até o homem pela alimentação vegetal e animal", detalha o especialista.
Janaína Moura, representante de uma empresa de assistência técnica de Belém, explica que a companhia onde trabalha recolhe este tipo de materiais e encaminha o que já não pode ser aproveitado para reciclagem, mas diz que uma pequena quantidade ainda é deixada no local. "Se cada um fizer sua parte seria melhor para todos. Não custa nada e só faz bem para a pessoa, sua família e para as próximas gerações", defende.
Números
Dados do Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgados em 2010, apontam que o Brasil é o país emergente do mundo que mais gera o chamado lixo eletrônico, ou seja, que descarta produtos, peças e substâncias relacionadas a aparelhos eletro e eletrônicos.
O órgão estima que o país joga no lixo a cada ano 96,8 mil toneladas métricas de computadores pessoais. Cada habitante do país descarta meio quilo de lixo eletrônico por ano. Índice maior ao de países como a China, que possui uma população maior.

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