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PASSAGEM AÉREA

domingo, 5 de agosto de 2012

Criador de abelhas consegue extrair mel sem usar muita fumaça


Conheça também os sistemas de criação ninho sobre ninho e condomínio.
Inovações ampliam os enxames, que chegam a produzir cinco vezes mais.

Do Globo Rural
De olho na qualidade e na produtividade de suas colmeias, o apicultor Adelmo Cabral não para de inovar: adotou, por exemplo, o uso de um labirinto que ajuda a colher o mel com menos fumaça. O normal é usar um fumegador para diminuir a agressividade das abelhas, mas a fumaça fica impregnada no mel.
O labirinto deve ser colocado na colmeia um dia antes da colheita do mel e apenas nessa hora se usa fumaça para acalmar as abelhas. À noite as operárias descem para o ninho e, no dia seguinte, não conseguem voltar por causa do labirinto. No dia seguinte não precisa usar fumaça, basta coletar da melgueira que está sem abelhas.
A roupa usada no manejo também tem uma tecnologia diferente. Ela é de tecido de paraquedas, um material que a abelha não consegue ferroar. Normalmente essas roupas são feitas de brim, mas aí quando a abelha ferroa, deixa o ferrão e morre.
Outra técnica que Adelmo está apostando pra aumentar a produtividade ele chama de condomínio. Esse é um sistema que agrupa mais de um ninho com suas melgueiras praticamente no mesmo espaço. Ela chega a ter três torres e até três rainhas numa colmeia só. Uma tela faz com que as rainhas não se encontrem e impede que uma mate a outra. As operárias passam, mas a rainha não consegue por causa do tamanho.

Segundo Adelmo, uma colmeia convencional produz em média 30 quilos de mel por ano. No sistema de condomínio, ela chega fácil aos 150 quilos. Toda a produção segue para uma cooperativa que atende pelo menos outros 200 apicultores da região.
Repórter cinematográfico é cercado por abelhas durante gravação (Foto: Globo Rural)
Mesmo com a seca que atinge o sertão do Pajeú, a cooperativa deve produzir nesta safra 70 toneladas de mel. A maior parte é vendida em Recife. O mel em sachê vai para programas do governo federal para ser distribuído na merenda escolar. Os cooperados andam animados e já falam até em exportar.

Adelmo trabalha hoje capacitando os outros apicultores da região. Incentiva a troca anual da abelha rainha, o reflorestamento de áreas degradadas. Ensina técnicas para multiplicar os enxames. Está tudo em uma cartilha desenvolvida por ele.

José Antônio dos Santos, um dos primeiros parceiros de Adelmo, cria em sistema de ninho sobre ninho. Numa colmeia convencional há sempre um compartimento maior, com quadros grandes, para a rainha fazer a postura. É o chamado ninho. Em cima dele são colocadas as melgueiras, com quadros menores, onde as operárias armazenam o mel. No sistema de ninho sobre ninho o apicultor substitui as tradicionais melgueiras por novas caixas de ninho. A ideia é dar mais espaço para a rainha botar, aumentando a quantidade de abelha e consequentemente a produção.

A atuação do Adelmo e dos outros cooperados já começou a ultrapassar os limites de Pernambuco. Com o apoio do Sebrae, eles estão chegando também a municípios vizinhos da Paraíba. No vídeo, moradores da região contam como suas vidas mudaram depois que começaram a produzir mel usando as técnicas desenvolvidas por Adelmo.

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