'Continuo sendo mãe, mulher, vaidosa', afirma lutadora de 32 anos.
Professor diz que as mulheres costumam ter um aprendizado mais rápido.
Marisa da Silva é lutadora de muay thai e MMA e garante que se sente mais feminina (Foto: Raul Zito/G1)
Marisa mostra alongamento e resistênciadurante treinamento (Foto: Raul Zito/G1)
O G1 acompanhou uma aula de Marisa com o Grupo Leões no Parque Tiquatira, na Zona Leste de São Paulo. Alunos, tanto homens quanto mulheres, participam do mesmo treinamento com exercícios de alongamento, levantamento de peso e técnicas das lutas que buscam aprender.
“A mulher costuma ter um aprendizado mais rápido. Ela não usa tanta força no começo e isso faz com que ela aprenda a arte com mais facilidade. O homem acaba sendo mais durão, quer bater com força, mostrar serviço, e isso pode atrapalhar no início”, afirma o professor Marco Vinícios de Souza, marido de Marisa.
Maysa, 10 anos, luta desde os 6 anos e éincentivada pelo pai (Foto: Raul Zito/G1)
“Luto desde os 6 anos de idade, por incentivo do meu pai, mas também fiz balé e gostava muito. Acho que está no sangue, mas gosto das mesmas brincadeiras do que as outras meninas e, ao contrário do que pensam, eu não gosto de brincar de lutinha. Até porque posso machucar de verdade”, diz Maysa. “No começo ficamos doloridas, com a canela roxa, mas o corpo vai ficando calejado”, conta a pequena, que sonha em participar de competições de muay thai e mais tarde lutar MMA como a mãe.
Jeniffer conta que a luta aumentou suaauto-estima (Foto: Raul Zito/G1)
Jennifer Guerra, 17 anos, começou a lutar há um ano e conta que as aulas mudaram sua convivência com os amigos e suas escolhas sobre o futuro. “Eu era muito sedentária, tinha uma auto-estima baixa, e, quando comecei a lutar, minha perspectiva do que quero para minha vida mudou completamente. Comecei a me sentir melhor com o meu corpo, com mais disposição, mais confiante e isso me fez sem dúvidas mais segura”, afirma.
A jovem acredita que a visibilidade do esporte na televisão tem trazido, além de crescimento, a redução do preconceito de quem via o MMA como uma forma de violência. “As pessoas passaram a conhecer melhor o esporte e nos respeitam mais. No começo ouvia muita gracinha quando contava que lutava muay thai, mas sinto que isso tem melhorado muito”, diz Jennifer, que está na segunda faixa de muay thai e espera, nos próximos anos, aperfeiçoar outras técnicas de luta para chegar ao MMA.
“Geralmente a mulher que procura o MMA já pratica alguma arte marcial e quer aprimorar outra técnica. Por motivos de defesa pessoal, as mulheres que praticam lutas em pé, como o muay thai e a capoeira, acabam preferindo aprender também o jiu jitsu, por ser uma luta mais no chão”, diz Marco.
Para os praticantes da luta, o brasileiro Anderson Silva é uma inspiração. Ele irá entrar no octógono do UFC pela 15ª vez, em 7 de julho, para lutar contra Chael Sonnen, em Las Vegas (EUA), durante o UFC 148.
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