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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Assentamento na Bahia onde mulher foi morta é área de 'conflito', diz Incra


Ex-secretária de assentamento no sul da BA foi assassinada na quarta-feira.
Órgão diz que local vive intolerância religiosa e disputa de gestão interna.

Do G1 BA, com informações da TV Santa Cruz

O assentamento Frei Vantuí, situado entre Ilhéus e Itabuna, no sul da Bahia, onde a ex-secretária do local, Genilce Pereira dos Santos, 59 anos, foi encontrada morta, é área de conflito e "pertubarção" cujos envolvidos são os próprios moradores, segundo informa o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (19). De acordo com o laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), a mulher foi morta por estrangulamento e traumatismo craniano. O crime ocorreu na quarta-feira (18).
Segundo o órgão, cerca de 41 famílias assinaram um "termo de convivência" no dia 22 de julho, em um encontro mediado pelo Incra. Na avaliação do órgão, o assentamento enfrenta problemas de  "intolerância religiosa, ocupação irregular de lotes de reforma agrária, disputa pela gestão, má convivência e conflitos internos". O Incra afirma, na nota, que o crime "chocou e surpreendeu" o órgão justamente por conta do acordo de convivência firmado entre as partes.
A vítima foi assassinada após deixar o cargo em janeiro justificando ameaças de morte por denúncias sobre irregularidades no assentamento. Ela foi enterrada às 16h desta quinta-feira (19), no cemitério São João Batista, situado no bairro Neilson Costa, em Ilhéus. Nenhum suspeito foi preso até o momento.
"Eu registrei queixa na polícia, pedi providências ao Incra, porque o nosso medo, como Genilce era a secretária e eu a presidente, a gente temia perder a vida, porque ameaças tinham sido feitas", destaca Maisa Fontana, presidente do assentamento. A ex-secretária foi encontrada morta dentro de casa com vários ferimentos na cabeça. A equipe de Polícia Civil de Ilhéus encontrou no quintal uma marreta suja de sangue que pode ter sido usada no crime. Também serviu como prova um caderno com anotações da vítima.
Genilce era viúva e morava no assentamento com um dos filhos há 14 anos. Foi ele quem encontrou o corpo da mãe. Três testemunhas foram levadas para a delegacia. "Tudo depende dessas primeiras declarações para se posicionar nas próximas diligências que serão feitas. Outras pessoas serão chamadas, visto que a vítima já sofria ameaças de morte", diz Lisdeily Nobre, delegada plantonista.

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