Trabalho ainda é considerado tímido e não atingiu 1% de área.
Safra perdeu área nesta temporada, mas deve ganhar em produção.
Algodão começa a ser colhido, apesar da chuva.(Foto: Secom/MT)
As regiões Oeste e Sudeste puxaram o início da colheita da pluma, destaca Elisa Gomes, analista de mercado do Instituto. Mas nos municípios os produtores precisam alternar os dias de trabalho em função da umidade no campo. Apesar do leve atraso no início da colheita, o cronograma da safra não deve sofrer alterações, lembra a especialista.
“O cronograma de colheita está dentro do previsto. Alguns produtores perderam produtividade, mas isso é pontual”, lembra a analista.
Em Campo Novo do Parecis, a 397 quilômetros de Cuiabá, começou a movimentação nas lavouras. "A colheita começou há pelo menos uma semana, mas as chuvas estão atrapalhando”, destaca Alex Utida, presidente do Sindicato Rural do município. A situação de mercado para a cultura – com preços baixos e a ocorrência de perdas – já é sinal de preocupação para os cotonicultores mato-grossenses.
Em Sapezal, a 473 quilômetros da capital, o presidente do Sindicato Rural, Írio Dal Mazo , lembra que se o tempo contribuir vai ser possível iniciar a colheita na próxima semana. A expectativa é para uma boa safra, lembra o dirigente sindical.
De acordo com o Imea, a área plantada nesta temporada foi 1,2% inferior ao ciclo 2010/11. Entre uma temporada e outra variou de 724.943 hectares para 716.286 hectares.
Mesmo com o recuo, produtores esperam colher até 5,9% a mais. As projeções do Imea e Ampa indicam produção de pluma na ordem de 992.886 toneladas. Um ano antes foram 937.361 toneladas.
A projeção de alta também é para a produção de algodão em caroço: +5,9%. De acordo com as entidades, deve evoluir de 2,4 milhões de toneladas a outras 2,5 milhões de toneladas.
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