Ambulantes, atores e até mágicos aproveitam para ganhar renda extra.
Cerca de 10 mil pessoas trabalham diariamente na festa junina de CG.
Ambulante Adeilson Cavalcante vende coposcoloridos durante a festa (Foto: Rafael Melo/G1)
Segundo a assessoria de imprensa do evento, cerca de 10 mil pessoas trabalham diariamente no São João, direta ou indiretamente. “São postos de trabalho provisórios que aquecem a economia da cidade, mais do que em qualquer outra época” disse o secretário de desenvolvimento econômico, Gilson Lira.
São vários quiosques e barracas, além de pontos estabelecidos no parque e no entorno dele que garantem um rendimento aos comerciantes. Porém, além deles, existem os ambulantes, que passam a noite rodando pela festa vendedo produtos e até serviços para garantir o 13º salário que se tem em Campina Grande, como relatou um deles. São 300 ambulantes cadastrados na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e ainda há muitos que trabalham sem o cadastro.
Josefa vende frutas e verduras durante o São Joãode Campina Grande (Foto: Rafael Melo/G1)
"Enquanto o povo dança forró, eu vou por aqui vendendo uma tomate, um pimentão e até alface. De vez em quando é preciso atrapalhar a dança do pessoal para passar com a minha carroça", disse a ambulante. "É muito bom porque sempre falta este tipo de coisa aqui por conta do consumo à noite. Mas Dona Josefa nos abastece", falou Jerôncio Conjota, um dono de um quiosque de caipifrutas que é cliente da vendedora de frutas.
Mágico também aproveita para ganhar dinheirodurante o São João (Foto: Rafael Melo/G1)
Os copos são empilhados e o autônomo sai andando pelo meio da multidão com uma pilha alta de copos que chama a atenção de qualquer um. E chama mais a atenção ainda o lucro. "Quando está fraco eu vendo 100 copos e em dias melhores a venda chega a 200 copos", revelou. Cada copo custa R$ 2 e ele compra a 20 centavos. Ou seja, o rendimento no negócio é considerado bom, pois ele gasta R$ 40 e chega a ganhar R$ 400 em um dia bom. Adeilson também faz o mesmo trabalho no São João de Caruaru.
Inusitado mesmo é o trabalho do José Reginaldo. Há vinte anos ele viaja de cidade em cidade, de festa em festa, e todos os anos está no Parque do Povo vendendo mágicas. Ele garante que pode ser tradicional ou fazer parte obrigatoriamente da cultura da festa junina, mas nem por isso o rendimento deixa de ser bom. "O trabalho é simples. Eu faço uma demonstração e o cliente leva o material para brincar com os outros", disse o mágico Sobral, enquanto fazia um truque.
Casal de atores foi contratado para animar o MaiorSão João do Mundo, na PB (Foto: Rafael Melo/G1)
Enfim, o Parque do Povo pode ser considerado um bom lugar para forrozear e, principalmente, para ganhar dinheiro. Além dos comerciantes e dos ambulantes, há muitos seguranças, guardadores de carros, policiais e porque não jornalistas que trabalham na festa para que os outros se divirtam. E, é claro, dá para se divertir durante o trabalho. Portanto, o espaço é aberto à criatividade dos comerciantes e deu para ver que eles inovam mesmo nos produtos e serviços dentro do 'quarte general do forró'.
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