Muita gente teve que armar barracas, por não poder voltar antes para casa.
Público do Metal Open Air quer saber para onde foi o dinheiro do evento.
Metaleiros tentaram antecipar passagens de voltasem sucesso (Foto: Igor Almeida)
Marcello Vieira, do Rio de Janeiro, está com passagem aérea marcada somente para terça-feira (24). O comerciante foi uma das pessoas furtadas durante o Metal Open Air. “Vou conseguir embarcar só porque estou com um boletim de ocorrência. Mas não tenho dinheiro para pagar hotel ou pousada. O jeito vai ser ficar por aqui mesmo até o dia da viagem”, argumentou.
Outra nordestina revoltada com a situação era a cearense Luciana dos Santos. “Vou levar a imagem de uma cidade decadente que não tem infraestrutura nenhuma pra receber um evento desse porte. A gente só queria saber pra onde foi esse dinheiro todo que pagamos”, afirmou a promotora de empréstimos.
Sem ter para onde ir, o público do MOA resolveu acampar em frente ao aeroporto até a volta para casa(Foto: Igor Almeida)
O paulista Uli Oreggia aguardava também no aeroporto a chegada de mais amigos que estavam saindo do Parque Independência. Mesmo admitindo que o festival tenha sido frustrante em todos os aspectos, o programador de sistemas fez questão de ressaltar a boa receptividade dos maranhenses.
“Fomos muito bem recebidos pelo povo aqui de São Luís, que em nada tem a ver com o fracasso do MOA. O que faltou foi organização. O meu otimismo faz acreditar que o Maranhão vai melhorar depois disso”, afirmou Oreggia, que ainda vai permanecer em São Luís até esta segunda-feira (23), dividindo um quarto de pousada com um amigo.
Providências dos metaleiros
Os advogados Diego Cordeiro e Daniel Máximo, de Belo Horizonte, MG, que também participaram do festival, disseram ao G1 que, juntos, irão produzir uma petição e encaminhar aos demais metaleiros para futuras ações na Justiça.
“Estamos com os contatos de boa parte do pessoal e iremos sim, procurar os nossos direitos. Vamos fazer essa petição e encaminhar para que todo mundo possa se sentir respeitado”, finalizaram os mineiros.
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