Número de cidades afetadas pelo efeito da estiagem já passa de 200.
Situação gera transtorno a cerca de 2,3 milhões pessoas da zona rural.
Gado de pequenos agricultores sofre com seca na região de Serrinha (Foto: Eduardo Oliveira/Arquivo Pessoal)No fim de março, o governo do estado anunciou que a estiagem provoca danos em 158 cidades do semiárido baiano, número que aumentou para 199 no início de abril, segundo a Cordec. A Bahia tem 417 municípios. Cerca de 2.300 milhões de moradores da zona rural sofrem com as consequências do período sem chuva, segundo levantamento da Cordec, realizado a partir dos relatórios enviados pela gestão de cada cidade afetada.
Uma reunião é realizada desde as 14h na sede da Governadoria, com representantes da Casa Civil e da Faeb (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia), com o objetivo de discutir políticas públicas para o combate aos efeitos da estiagem, que prejudica principalmente as famílias dos pequenos agricultores. Segundo o governo, a escassez pluviométrica implica em "graves prejuízos" à atividades como agricultura e pecuária e "danos à subsistência e à saúde da população", o que pode gerar "profunda gravidade socioeconômica".
A Casa Civil do estado, através da assessoria de imprensa, aponta que as ações de emergência se sustentam em três pilares: abastecimento por meio de carros-pipa, distribuição de alimentos e limpeza das "aguadas", que são reservatório de água construídos na terra. Além desses itens, em algumas das cidades podem ser implantados sistemas simplificados de abastecimente, que corresponde a uma perfuração de poço que canaliza e leva a água até as residências.
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