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sábado, 14 de janeiro de 2012

Mulheres representam até 6% na construção civil do Amazonas

 

MTE analisa crescimento de 65% do número de trabalhadoras no Brasil. Preconceito ainda existe, segundo mulheres que atuam na área.

Girlene Medeiros Do G1 AM
Pico da obra deverá ocorrer no 1º trimestre de 2012 (Foto: Divulgação)Homens são maioria entre os trabalhadores na obra da Arena da Amazônia (Foto: Divulgação)
De quatro a seis por cento dos trabalhadores da construção civil, no Amazonas, são mulheres. A parcela corresponde a uma variação de 50 a 100 profissionais, em grandes construtoras, e até 15, em construtores de menor porte. Os dados são do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (Sintracomec) do Amazonas.

Na empresa responsável pela construção da Arena da Amazônia, estádio que vai sediar os jogos da Copa de 2014, em Manaus, trabalham 60 mulheres, mas apenas cinco delas, que são motoristas, exercem atividades lidando diretamente com os trabalhadores da construção civil. De acordo com informações da construtora, nenhuma das mulheres trabalham inseridas totalmente no campo da obra e as demais profissionais estão alocadas em áreas administrativas, como cozinha e serviços gerais.
Maioria dos trabalhadores na obra da Arena da Amazônia são homens. (Foto: Reprodução/ TV Amazonas)MTE orienta a contratação de até 10%.de
trabalhadoras. (Foto: Reprodução/ TV Amazonas)
De acordo com o vice-presidente da Sintracomec / AM, Cícero Custódio, o mercado está em constante crescimento, mas a área ainda é predominada por homens. "A indústria da construção civil tem que ter até dez por cento de trabalhadores mulheres. A iniciativa visa incentivar o aumento das trabalhadoras, mas o número ainda é pequeno em relação aos homens", afirmou ao G1. Ainda segundo o vice-presidente do sindicato, as mulheres iniciaram a atuação em várias atividades. "Hoje em dia, elas trabalham como faixadeiras, ajudantes e até pedreiras", disse.
Mercado em expansão
De acordo com dados do Ministério de Trabalho e Emprego (MTE), o número de mulheres que exercem atividades, na construção civil, aumentou 65% na última década. Segundo os dados, em 2000, 83 mil mulheres atuavam na área. Em 2008, o número subiu para quase dois milhões. As estatísticas também dão conta de uma diminuição de 7,5% para 7,2% no número de mulheres, comparado ao total de trabalhadores nas obras.
Preconceito
A pequena quantidade de mulheres atuando na construção civil obriga algumas ações às profissionais durante a jornada de trabalho. A técnica em edificações e estudante de Engenharia Civil, Flávia Barros, contou ao G1 que o preconceito insiste em existir e uma das principais atitudes que toma é manter uma certa distância dos colegas de trabalho do sexo masculino.

"Desde quando fiz minha primeira entrevista, ainda para ser estagiária da faculdade, o rapaz que me entrevistou me disse, depois, que o pensamento dele, ao me aprovar, era para ver se eu ia saber me virar," afirmou, "e, durante a entrevista, ele deixou bem claro a importância de eu saber me portar diante dos homens. Nem todas as mulheres tem essa maturidade e isso dificulta as coisas. Já sofri com preconceito, mas isso é geral. Na empresa onde trabalho, há apenas duas mulheres", finalizou.

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